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“O maior patrimônio do ConstruSete é o relacionamento entre os associados”, afirma Danilo ao completar um ano à frente da rede

Em entrevista, gestor faz um balanço dos primeiros 12 meses, fala sobre os desafios do varejo, os projetos que marcaram sua chegada e antecipa uma nova fase para o C7, com expansão das marcas próprias, capacitação e maior aproximação com os profissionais da construção

 

Danilo Marques, gestor do C7
Danilo Marques, gestor do C7

Há um ano, Danilo assumia um novo desafio profissional e pessoal: deixar São José do Rio Preto, mudar-se com a família para Assis e assumir a gestão do ConstruSete. Doze meses depois, o balanço é positivo. A rede ampliou o número de fornecedores parceiros, fortaleceu projetos, aproximou-se dos profissionais da construção e prepara novos movimentos para os próximos anos. Mais do que os números, porém, Danilo destaca uma compreensão que considera fundamental: o ConstruSete é, antes de tudo, uma união de pessoas. “Sozinho, a gente não faz nada”, resume.

 



Como você enxerga o ConstruSete hoje, depois desse primeiro ano?

Neste período, tive a oportunidade de conhecer ainda mais de perto a força que existe quando pessoas e empresas compartilham objetivos, experiências e acreditam no poder de uma rede, de uma união, todos no mesmo caminho.

Tenho que fazer um agradecimento especial aos 21 associados do ConstruSete, que acreditaram e confiaram no meu trabalho. Eles participam, contribuem, questionam, apoiam e fazem com que a nossa rede continue evoluindo diariamente.

Também agradeço à minha equipe, à diretoria do ConstruSete, que acompanha de perto nossas ações, e, principalmente, aos fornecedores parceiros que fazem parte dessa trajetória.

Você já tinha um conhecimento próximo de muitos dos fornecedores parceiros. Isso ajudou?

Acho que falar a língua da indústria encurtou muitos caminhos.

Ter sentido um pouco a dor do fornecedor facilitou o dia a dia. Entender os desafios e as dificuldades que as indústrias enfrentam fez com que esse período fosse construído de uma maneira mais rápida.

Também foi necessário entender o associado como um lojista que está do outro lado. Existe uma relação de parceria, mas cada um tem interesses diferentes: um compra, outro vende. É preciso entender os dois lados.

Essa compreensão do que é o ConstruSete na essência foi um dos maiores desafios?

Eu diria que essa foi a parte mais difícil, porém aconteceu mais rápido: entender o que é o ConstruSete na essência.

Uma coisa que não era muito clara para mim — e talvez não seja para todos — é por que não utilizar a força de compra do ConstruSete como o principal fator.

Não é que a gente não possa utilizar nossa força de compras. Mas esse não é o princípio do ConstruSete.


Temos outros valores muito mais importantes: o relacionamento, a troca entre os associados e a riqueza que existe na transmissão de informações de um para outro.


Esse é o maior patrimônio que existe dentro do ConstruSete.


Sua experiência comercial também foi importante nessa chegada?


Muito. Minha formação acadêmica é Administração de Empresas e minha formação profissional é “carregar a pasta”, no português claro: vender. Naturalmente, isso me ajuda no desenvolvimento do dia a dia. A negociação e a venda estão presentes em todos os momentos. Quando você tem isso no seu DNA, facilita.


Mas isso, por si só, não se sustenta no comando do ConstruSete. As responsabilidades são muito maiores e vão muito além de vender, que era a minha função na indústria.


Quais projetos você destacaria como os principais resultados desse primeiro ano?


Embora possa não parecer, um ano passou de maneira avassaladora aqui na rede. Tenho muito orgulho do que já construímos, mas, acima disso, estou muito motivado por tudo aquilo que ainda podemos construir juntos.


O ConstruSete já tinha uma essência, uma história e um resultado consolidado. Meu primeiro ano foi de compreender essa estrutura e, de maneira simples e prática, colocar meu DNA e meu pensamento dentro desse contexto.


Uma das coisas de que mais me orgulho foi a campanha “Juntou, Trocou!”. Foi uma iniciativa que surgiu a partir de uma solicitação dos nossos associados e das nossas lojas: queríamos estreitar a proximidade com o profissional da construção civil. Com uma campanha simples e didática, conseguimos trazê-los para dentro das nossas lojas.


Também destaco o Feras da Construção, que chegou à terceira edição. É um evento voltado para esses profissionais e, ao longo das edições, tivemos vários insights que ajudaram a construir um evento de sucesso.


O varejo está vivendo um período bastante competitivo. Como o C7 pretende enfrentar esse cenário?


2026 está sendo um ano muito desafiador. O varejo está muito concorrido e difícil, e a rede precisa estar cada vez mais próxima da ponta. Por isso, criamos o Capacita C7, uma ferramenta voltada ao desenvolvimento e ao conhecimento dos nossos vendedores de loja. Vamos lutar até a última gota de suor para fazer com que 2026 seja, de fato, um ano de sucesso.


Hoje, o resultado do ConstruSete é bom. Estamos crescendo em relação a 2025, mas ainda teremos que lutar muito nos próximos meses para fechar o ano com chave de ouro.


E o que vem pela frente?


Estamos com um projeto muito ousado direcionado às marcas próprias. Acredito que esse seja um dos caminhos do futuro do varejo. Já temos algumas marcas consolidadas e pretendemos ampliar esse projeto. O ConstruSete vem aí com sete novas marcas próprias, formando uma cadeia cada vez maior dentro da nossa gama de produtos.


Além disso, pretendemos intensificar o relacionamento com o profissional da loja e com o pedreiro, o encanador, o eletricista, o assentador e o mestre de obras. Queremos estar mais próximos desse público, que é quem gera recorrência para nossas lojas.


O ConstruSete é uma associação, mas também é reconhecido como um grupo de amigos. Qual é a importância disso para você?


Acho que o ConstruSete é uma união de várias pessoas e pretendo que isso continue e permaneça sempre assim. Construir com várias mãos juntas é fundamental. Sozinho, a gente não faz nada, não chega a lugar nenhum.


Ouvir o associado é muito importante, independentemente do seu tamanho, da sua magnitude ou do seu faturamento. E aqui no ConstruSete todos têm voz, todos têm poder e todos têm influência. Tudo o que os associados trazem para mim, na medida do possível, a gente tenta conduzir e tratar.


Esse princípio também vale para os fornecedores?


Sem dúvida. Quando cheguei aqui, tínhamos 60 fornecedores. Hoje, temos 70. Conseguimos construir essa ampliação sem machucar o trabalho que já existia. É importante respeitar o trabalho do fornecedor que está caminhando com o ConstruSete há tanto tempo.


Há um ano, você também tomou uma decisão pessoal importante: mudar de cidade com sua família. Como foi essa experiência?


Foi uma decisão muito difícil. Eu morava em São José do Rio Preto, uma cidade muito boa, que, apesar de ser do interior, oferece todos os benefícios de uma metrópole. Tínhamos uma estrutura familiar muito boa por trás. Largar tudo isso e vir para Assis não foi fácil.


Mas esses 12 meses me deram a convicção de que foi a melhor decisão para mim como pessoa, como profissional e também para minha família. Estamos adaptados à cidade. Assis é muito boa e muito receptiva.


Fazia parte do meu projeto de vida estar mais próximo da minha família. Durante esses 20 anos, fiquei viajando, estive fora e ausente muitas vezes. Eu queria viver o dia a dia dos meus filhos: pegá-los na escola, levá-los à academia, ao futebol, ao inglês, ao balé. Estar presente na rotina deles fazia parte do meu projeto. E acho que consegui. Tive um ganho muito grande nesse sentido.


O movimento associativo vem crescendo no Brasil. Como você vê o ConstruSete nesse cenário?


Vemos redes crescendo de maneira desordenada, muitas vezes tendo como objetivo principal apenas o faturamento. E, na minha ótica, essa não é a essência do ConstruSete.


É claro que hoje temos um resultado pujante. Somos uma rede relevante, com faturamento expressivo no Brasil, e nossas lojas são referências nas praças onde estão.


Mas essa não é a essência do ConstruSete. A essência está no relacionamento entre os associados. Esse é o grande patrimônio do ConstruSete. Estar aqui e fazer parte da família ConstruSete é algo muito valioso para mim, tanto como pessoa quanto como profissional.

 

Com a esposa Adriana e os filhos: Vitor (16), Artur (11) e Marina (6)
Com a esposa Adriana e os filhos: Vitor (16), Artur (11) e Marina (6)

Waldyra Rodrigues Duarte | Jornalista

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