Falta de material humano foi pior problema

O associado de Presidente Venceslau, Márcio Mainente Martins (Desfran), comenta que de todas as dificuldades enfrentadas com a pandemia, a pior foi a falta de vendedores para atender a demanda. Confira o que mais ele disse na entrevista:


Márcio Mainente Martins, Desfran

Hoje, 5 meses após o início da pandemia, como você avalia a situação do seu mercado e da sua loja?

Está muito positiva a situação, estamos com as vendas bem aquecidas em relação ao ano passado e espero que continue assim. E até agora (11/09), o mês está indo pelo mesmo caminho. Tudo tem sido muito surpreendente - são 30 anos trabalhando nesse segmento e nunca vivenciei uma situação dessa. E essa alta demanda, assim como pegou as indústrias de surpresa, também pegou o varejo.

O que deu pra tirar de lição dessa situação?

Temos sempre que trabalhar com o pé no chão. Mesmo nessa situação fora do normal, fui comprando conforme foram aumentando as vendas. Não exagerei, porque se o mercado retrair, é possível administrar o Contas a Pagar com mais tranquilidade.

O que foi ou está sendo mais difícil para a Desfran?

Aqui na loja, o maior problema foi a falta de material humano, porque aumentou muito o volume de vendas. É muito difícil contratar vendedor na correria, a chance de errar é grande, diferente de contratar motorista, ajudante etc. Na minha opinião, a falta de produto não tem sido o maior problema, até porque já começou a normalizar. As fábricas estão começando a adiantar pedido, inclusive o cimento já está mais fácil.

Como você acredita que o mercado chegará ao final do ano?

Eu já estava com um pé atrás no final de agosto. Estava achando que setembro não seria igual, mas até agora (11/09) está se mantendo o ritmo de vendas em termos de valores.

Mas acredito que esse cenário não perdure até o final do ano, porque as fábricas estão perdendo venda e vão resolver o problema da produção até outubro/novembro, a não ser que a pandemia aumente o número de casos, mas não acredito nisso.

Qual foi o peso do ConstruSete neste período e nos próximos meses?

Primordial. Informação que não tem preço. Acredito que a troca de informações nunca foi tão grande como nos últimos cinco meses. Poder conversar com um e com outro ajuda demais. Sinceramente, isso não tem preço! O peso do C7 é enorme, não tem nem como calcular.



10 visualizações