100% de presença no evento Gestor em Ação

Especialistas do setor apresentaram dados e instigaram associados do ConstruSete a criarem indicadores que os auxiliem na melhoria da eficiência

O dia 24 de novembro (última quarta-feira) foi de grande aprendizado para os associados do Grupo ConstruSete. Todos eles – representantes de 30 lojas instaladas no Estado de São Paulo – participaram do evento “Gestor em Ação”, realizado em Assis/SP, com a presença de dois consultores do ramo.

Valter Aparecido Pavão, que já atua como consultor em algumas lojas do C7, foi enfático ao dizer que é preciso trabalhar o tempo todo com indicadores. Citando a frase “O que não pode ser medido, não pode ser gerenciado, de Willian Deming - estatístico, amplamente reconhecido pela melhoria dos processos produtivos nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial -, Valter acrescentou que pessoas com números são mais inteligentes, têm sabedoria; o resto só tem opinião.

No início de sua apresentação, no período da manhã, o consultor traçou o cenário atual e as tendências, que incluem queda na capacidade de pagamento das pessoas e das empresas, elevação do nível de inadimplência, elevação dos juros, acirramento da concorrência, inflação e grande instabilidade. Segundo ele, os desafios serão o gerenciamento de pessoas, processos e a tecnologia.

Valter Pavão defende que é preciso profissionalizar a equipe, proporcionar o melhor, para que os colaboradores também entreguem o melhor. “Não devemos crer em grandes organizações mais do que na existência de grandes equipes e processos; e estes devem ser sempre maiores que a vontade de cada um”.

Sobre o processo de transição/sucessão que várias lojas do grupo estão vivendo, o consultor foi direto: “os donos das lojas não têm filhos, têm colaboradores/diretores, que têm responsabilidade funcional, com plano de sucessão, independente de quem seja o indivíduo (sucessor). Quem não tem um plano, tem que ter um coração firme, muito firme, para aguentar o tranco - cobrar comportamento profissional, resultados e cuidar da permissividade.


A transição das lojas físicas

O período da tarde ficou para o consultor Paulo Cesar Barreiro, ex-diretor Comercial da Leroy Merlin. Ele abriu sua apresentação lançando várias reflexões sobre o futuro e a evolução do negócio, a importância de conhecer em profundidade os clientes, o potencial do mercado, analisar o histórico de crescimento da população, além de ter um amplo conhecimento da concorrência física.

Diante de tantas novidades, a principal pergunta é: por onde começar? Paulo Barreiro sugeriu que os lojistas redescubram o entorno de suas lojas (região, concorrentes, clientes etc.); avaliem a gama existente; comprem bem e na quantidade certa, para terem disponibilidade; revejam todos os processos e controles para eliminar perdas; ajustem suas equipes; vendam soluções (serviços); mantenham a interação com clientes On e Off, garantindo a fidelidade; e, por fim, vendam “fora da caixa”.

Um conselho do consultor para os lojistas associados é que, considerando a variação de níveis dentro do próprio ConstruSete, eles deveriam se dividir em dois ou três “clusters”, para discutirem soluções e definirem um plano de ação, de acordo com as características peculiares de cada cluster. Paulo Barreiro garante que as respostas para 80% das dúvidas que frequentam a cabeça de cada associado estão dentro do próprio Grupo ConstruSete. Afinal, todos são empresários bem-sucedidos e com habilidades diversas, que podem ser muito bem aproveitadas.




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